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Pará/Brasil

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Política e Segurança pública: quem poderá nos defender?


Antes de tudo, o Café presta homenagens aos heroicos agentes que compõem a segurança pública que diariamente combatem o crime e protegem a população de bem deste sofrido país, colocando em risco a própria vida, mesmo sem ter o retorno necessário. Esta postagem tem como foco os agentes políticos que gerenciam o estado, incluindo a área da segurança pública.

É assustador assistir no noticiário que mais de 20 homens, fortemente armados, invadem um hospital para resgatar um bandido da mais alta periculosidade, próximo do Batalhão de Choque da PM, da sede da Polícia Civil e do prédio da secretaria de segurança. É algo típico de filme de Hollywood, mas, infelizmente, é apenas a triste realidade brasileira.

O estado brasileiro, que se encontra submerso numa crise política nunca antes vista na história desse país, perdeu o controle da situação faz tempo. Embora o blog não seja nenhum especialista em segurança pública, não é difícil perceber que as coisas estão tomando um rumo crítico. 

Belém, em levantamento recente, ocupa o 26º lugar entre as cidades mais violentas do mundo. Não tem como negar que a segurança pública é um dos maiores fracassos dos governos tucanos que administram o estado por quase vinte anos ininterruptos, com um governo petista no meio, entre os anos 2007 a 2010, com a ex-Governadora Ana Julia.

A mencionada “sensação de insegurança” não tem nada de sensação, é realidade pura. Obviamente, a segurança pública não está relacionada somente ao efetivo policial e à estrutura necessária aos agentes envolvidos. O sistema carcerário, por exemplo, está falido e todas as autoridades sabem disso, mas ninguém faz absolutamente nada para mudar tal realidade.





Não precisa de especialistas em segurança para saber que o sinal dos telefones pega muito melhor dentro dos presídios que fora deles, que a internet consegue ser mais veloz dentro das celas do que fora delas. Armas nas celas são encontradas nas batidas policiais. O comércio de drogas é tão lucrativo dentro dos presídios quanto fora deles. E por que isso não acaba? Por que as prisões não conseguem a sonhada ressocialização do preso? Por que as pessoas presas, via de regra, voltam ao convívio da sociedade ainda mais perigosas do que quando entraram?

Essas são perguntas que não possuem respostas, muito embora, aparentemente, não parecem ser tão difíceis de responder. As teorias e os textos das leis não conseguem se transformar em realidade. O sistema (errado) cria suas próprias regras e todos passam a segui-las como se fosse o correto a se fazer, tornando-se uma bola de neve incontrolável.

As drogas, um dos maiores males da humanidade, invadiram os lares e destroem tudo o que encontram pela frente. Sonhos são brutalmente interrompidos pela violência que resulta do consumo dessas pragas. Mães e pais choram sobre o túmulo dos filhos perdidos em consequência da violência ou do consumo dessas substâncias.

O combate eficaz e sem trégua ao tráfico de drogas talvez seja uma das maiores urgências do estado brasileiro. Mas o que esperar de bom dos nossos atuais governantes se muitos deles também estão fugindo da polícia?


Assim, fica no ar aquela famosa pergunta eternizada pelo herói trapalhão Chapolin Colorado, personagem do ator e escritor Roberto Gómez Bolaños: “e agora, quem poderá nos defender?”

Lava Jato: PF e MPF investigam participação de empreiteiras no descobrimento do Brasil

Escambo



É fato que vivemos num mundo de aparências. Existe o mundo televisivo, onde os governantes falam o que é politicamente correto e o mundo de verdade, onde as pessoas sofrem com a falta de respeito e sensibilidade dos que administram a coisa pública.

No big brother da vida real, toda semana um ministro é “eliminado” por ter sido descoberto em falcatruas com verbas públicas. A situação está tão insustentável, que o que é estarrecedor e deveria ser exceção, está virando rotina aos ouvidos dos brasileiros ao ponto de não surpreende mais ninguém, e isso é preocupante, pois o errada é errado e ponto. Não podemos perder nossa capacidade de indignação, jamais.







Atualmente, graças à democratização e à universalização das informações, e com o advento da internet, as pessoas não estão limitadas a opinião da chamada “grande mídia”, possuindo fontes alternativas de pesquisas. Isso permite com que as pessoas consigam entender muito bem que os recursos públicos desviados estão diretamente relacionados com a falta de médicos, medicamentos, segurança, educação etc.







No Brasil, na operação Lava Jato, a tônica é a seguinte: o gatuno que tiver sorte de ser pego primeiro terá condições de fazer uma delação premiada. Nessa toada, os delatores estão revelando segredos de bastidores de, agora, “ex-amigos”. Segredos esses, digamos, nada republicanos (palavra da moda entre os parlamentares). Ocorre que no meio político todos se conhecem, é um mundo relativamente pequeno. Assim, cada delação premiada consegue conectar vários personagens de destaque nacional, que há muito estão no poder.

E pelo andar da carruagem, como tudo está se conectando, é capaz da PF e MPF descobrirem que a política do “escambo”, no “descobrimento do Brasil”, nada mais foi que uma prática sorrateira de algumas empreiteiras portuguesas para garantir exclusividade na exploração das riquezas nacionais, inclusive com financiamento de campanha política em algumas tribos indígenas.