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Pará/Brasil

domingo, 18 de janeiro de 2015

Caso Charlie Hebdo: desrespeito total.............de ambos os lados.

Antes de tecer qualquer comentário sobre a recente tragédia que resultou na morte 12 pessoas em Paris, capital da França, com destaque para o ataque e massacre na redação do jornal Charlie Hebdo, o Café ressalta que, em hipótese alguma, não há qualquer justificativa para tamanha barbárie e se solidariza com as famílias enlutadas.



 Ø  Da liberdade (de expressão) e a elasticidade de seu conceito

“Liberté, égalité, fraternité” (Liberdade, igualdade, fraternidade), assim podemos resumir os ideais da Revolução Francesa (1978-1799). O lema, além de fortemente utilizado para resumir tais ideais, foi institucionalizado e tornou-se símbolo de estado.

Intimamente ligada à Revolução Francesa, A Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, anunciada ao público em 26 de agosto de 1789, na França, com o país ainda a ferro e a fogo após a tomada da Bastilha em 14 de julho do mesmo ano, estabelece o seguinte em seu arts. 4º e 10º:

“Art. 4º - A liberdade consiste em poder fazer tudo que não prejudique o próximo. Assim, o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão aqueles que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem ser determinados pela lei.”
(...)
Art. 10º. Ninguém pode ser molestado por suas opiniões, incluindo opiniões religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem pública estabelecida pela lei.”

Composta por 17 artigos, a Declaração fazia-se necessária e urgente para legitimar o governo que se iniciava após o afastamento do rei Luis XVI, o qual seria decapitado quatro anos mais tarde.

Pois bem, pessoas esclarecidas que eram os jornalistas/cartunistas, estes deveriam conhecer não apenas os artigos da Declaração acima, como também a regra básica que é largamente aceita na maior parte do planeta, qual seja: que os direitos de “ambos” coexistam, sem que haja anulação de um pelo outro.

O direito à liberdade sem medida que os telejornais tentam vender diariamente, confessa o Café, não soa com tanta facilidade. Destacando, mais um vez, que não se está falando aqui em alimentar qualquer tipo de defesa em prol da censura, não mesmo. A ideia é outra, bem diferente.

O que o Café pretende enfatizar é justamente a responsabilidade que cada um que exercita um direito tem ao fazê-lo. Em outras palavras, num mundo globalizado, conectado e socialmente problemático que vivemos, todos temos que ter a consciência e a responsabilidade de distinguir o exercício do direito do abuso do direito.

Sendo o abuso do direito o excesso do exercício do direito, o mesmo extrapola os limites da razoabilidade da sua defesa, o que, como no caso em destaque, pode colocar em risco o direito de terceiros, como o direito à vida, quando da morte de pessoas que nada tinham com as publicações contestadas pelos terroristas.

Assim como os chargistas mortos possuíam direito à liberdade para “expressar” suas “ideias”, “pensamentos” ou “opiniões” sobre o que bem entendessem, todas as pessoas que não trabalhavam na redação do jornal Charlie Hebdo e não faziam parte do ciclo de amizade do que ali labutavam também tinham direito a direitos, dentre eles o de possuir uma religião.

E, convenhamos, a fé religiosa de um povo deve ser, na opinião do Café, tratada de forma sempre respeitosa e possui, sim, uma diferença gritante quando comparada com qualquer outro tema que envolva a sociedade moderna como, por exemplo, as críticas àqueles que administram a coisa pública de forma inadequada.

Assim, bem diferente da liberdade de tecer críticas, as mais pesadas que sejam, sobre os mais variados temas, tais como: política, economia, futebol, cinema etc, etc, etc, é a publicidade de imagens extremamente pesadas sobre qualquer religião.

A sociedade jamais poderá permitir que radicalistas armados possam ditar as regras do que pode ou não ser publicado, pois, caso contrário, estará ferido de morte o mencionado direito à liberdade de expressão, princípio esse (re)conquistado com luta e sangue por muitos brasileiros durante o período do regime militar no Brasil.

Contudo, importante lembrar que toda moeda possui dois lados e se, de um lado, os extremistas não tinham o direito de retirar a vida dos jornalistas/chargistas, de outro lado, estes possuíam o direito de achincalhar, zombar, ridicularizar com a fé alheia??? O Café acredita que não!

Será mesmo que em nome de uma falsa liberdade de expressão “exercida” por meia dúzia de pessoas, que podem estar apenas querendo chamar atenção para vender alguns exemplares extras de seus respectivos jornais, o mundo inteiro estará disposto a participar de mais uma guerra mundial em nome dessa tal “liberdade”, ou mesmo para garantir o lucro financeiro dessa meia dúzia de jornalistas “extravagantes”???

Não é de hoje que charges de Maomé, profeta maior da religião muçulmana, com conotações pornográficas em edições do jornal Charlie Hebdo são duramente criticadas por diferentes líderes religiosos. A própria sede do jornal já fora alvo de atentados no passado. Mas nada disso foi suficiente para, pelo menos, amenizar na tinta e na “criatividade às avessas” nas confecções das charges.

Importante destacar que o jornal Charlie Hebdo não mira suas pesadas e nada bem humoradas charges “somente” contra os muçulmanos, outras religiões também são alvos dos cartunistas.

Outro ponto relevante a se destacar é que na religião muçulmana há um princípio básico de que o profeta Maomé não pode ser retratado em hipótese alguma. Desrespeitar esse preceito é desrespeitar a todos os muçulmanos.

Sinceramente, o Café não consegue encontrar uma justificativa, mínima que seja, para dar elasticidade ao conceito de liberdade de expressão para imprimir às charges abaixo um tom de, pelo menos, crítica. Ou seja, na opinião do Café, as charges abaixo tratam única e exclusivamente de um desrespeito e intolerância para com a fé alheia, o que, de forma alguma, também não justifica a reação dos extremistas/terroristas.

Para que cada amigo cafeinado possa melhor entender o que se está falando aqui e tire sua própria conclusão, colacionamos abaixo algumas das charges mais comentadas publicadas pelo jornal Charlie Hebdo que, sinceramente, não nos representa. Por isso mesmo, não, o Café não é Charlie, Je ne suis pas Charlie.








É bem verdade que a imagem é uma linguagem universal, muitas vezes não carecendo de legenda. Contudo, o Café entende ser importante explicar a charge acima para não restar dúvida ao amigo cafeinado quanto ao tipo de liberdade de expressão do jornal Charlie Hebdo.

A charge em referência foi capa de novembro de 2012 e ironizava a Santíssima Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e trazia o tema do casamento gay. Na charge, Deus (Le Pe’re) está sendo penetrado por Jesus (Le Fils) e este pelo Espírito Santo (Le Sant Esprit).




Uma das capas de dezembro de 2014 mostra uma ilustração de Virgem Maria dando à luz, acompanhada da frase: ‘a verdadeira história do menino Jesus’


Por fim, provando da própria, digamos, criatividade, um dos cartunistas, brutal e injustificadamente, assassinados é estuprado pelo diabo ao chegar no inferno. Repare no detalhe dos buracos na cabeça, fazendo alusão aos tiros mortais recebidos dos radicalistas/terroristas.

E você, qual sua opinião sobre o assunto?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Proseando...



  • Interessante como o clima das próximas eleições municipais já está deixando tenso o clima entre grupos políticos já publicamente declarados adversários.


  • Surpreendente, também, é a qualidade, ou melhor, a baixa qualidade da administração de muitos prefeitos de primeira viagem que assumiram o poder executivo em 2013. O campo está fértil para as oposições trabalharem.


  • Com a reeleição de Jatene, até o momento, o ninho tucano não possui nenhum substituto com musculatura política suficiente para receber o leme e guiar a embarcação de forma pacífica, pelo contrário, a disputa interna será de foice. Em outras palavras, o campo político estadual para o pleito 2018 está aberto, sem favoritos.


  • Parauapebas, a cidade mais rica do Pará, vive um verdadeiro tsunami administrativo. No início do governo Valmir Mariano, em 2013, muitos achavam que o prefeito estava mais perdido que cego em tiroteio, mas depois perceberam que cegos eram aqueles que criticavam as valmirices do prefeito. Este, nunca esteve preocupado com tudo aquilo que havia prometido em campanha, em meio a comícios lotados e humildes e abandonadas periferias. Pelo contrário, seus planos já estavam muito bem definidos, porém, em sua mente, em sua própria caixa preta. Logo, como em muitos outros casos Brasil afora, não havia como saber das reais intenções daquele candidato que se passava por um “bom velhinho”.



Coisas da política....

Mário Moreira (PSDB), ex-diretor da Adepará (onde fez um trabalho de destaque liderando a árdua e bem sucedida missão dos servidores da agência em deixar o Pará livre da febre aftosa) e primeiro suplente de deputado federal do PSDB, desbancando antigas lideranças políticas tucanas, surpreendentemente, ainda não foi nomeado pelo governador Jatene (PSDB). Mário mostrou ser bom adminstrador e bom de voto, além de ter sido uma das principais lideranças políticas a defender a candidatura de Simão Jatene no sul do Pará, ao lado do candidato a vice-governador, Zequinha Marinho (PSC), que também pertence ao mesmo reduto político-eleitoral de Moreira. Reduto este, diga-se de passagem, completamente dominado por defensores da candidatura de Helder Barbalho (PMDB).



Helder Barbalho perdeu, mas levou. Ou melhor, foi empossado, empossado como novo ministro da Pesca pela presidente Dilma Rousseff (PT). Alguns falam em prêmio de consolo por ter perdido a disputa eleitoral, outros falam em prestígio político do pai, Jader Barbalho, um dos principais líderes do PMDB no Congresso. Independente do motivo, o certo é que o herdeiro pmdbista estadual terá destaque nacional e deve ganhar ainda mais gás para continuar pavimentando sua candidatura, agora com vistas às eleições 2018. Mas convenhamos, a nomeação de Helder justo para o ministério da Pesca pareceu algo articulado, ironicamente, entre a presidente Dilma e o governador Simão Jatene, pois foi justamente sobre o hábito de pescar do governador Jatene que parte dos simpatizantes de Helder dedicavam suas chacotas, tentando debitar na conta do candidato tucano a fama de um, digamos, senhor exausto que não mais tinha condições de governar, apenas pescar. No final, todos saíram bem em suas pescarias. Boa sorte aos dois, Helder e Jatene, em suas respectivas missões.



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

2014: um ano politicamente eletrizante



As eleições gerais de 2014, indubitavelmente, foram marcantes, tanto no campo político paraense como no cenário nacional.


No Pará, há tempos as peças do tabuleiro político movimentavam-se para uma polarização entre PSDB x PMDB. Pelo lado do PMDB, a candidatura de Helder Barbalho era dada como certa, porém, pelo lado dos tucanos, boa parte do primeiro semestre, a candidatura à reeleição de Simão Jatene era uma incógnita, o que veio se confirmar às vésperas das convenções partidárias.




O PMDB, usando todas as armas que possuía em mãos, mais paus e pedras que encontrava pelo caminho, iniciou uma forte e pesada empreitada de desconstrução de imagem do governador Jatene. Para tanto, formatou todas as mídias que a família Barbalho possuía e direcionou para um só alvo, Simão Jatene, transformando, inclusive, o pré-candidato Helder Barbalho em “porta voz do povo”, ao colocá-lo como radialista num programa de rádio de cunho eminentemente político onde, diariamente, em rede, propagava sua voz e sua opinião nos quatro cantos do Estado.

O PSDB, também usando todas as armas que possuía em mãos, diga-se de passagem, bem mais poderosas que aquela ostentada pela família Barbalho, utilizou-se das mesmas da forma mais conveniente possível, afinal, são dezesseis anos no poder, tempo de sobra para qualquer grupo político saber os atalhos para o caminho das pedras.

Tanto é assim que o MPE protocolou, no dia da diplomação dos eleitos, inúmeras representações eleitorais contra vários candidatos, incluindo Helder Barbalho e Simão Jatene, pedindo a cassação de registro de candidatura de alguns e cassação de diploma de outros. No caso do candidato Simão Jatene, governador reeleito pelo PSDB, o ponto central da representação do MPE é justamente o uso indevido do Programa Cheque Moradia, o qual supostamente teria sido turbinado, injustificada e eleitoralmente, no ano das eleições, em aparente benefício à candidatura de Jatene.

Como o Café não é o MPE, tampouco a Justiça Eleitoral, logo, não será feito aqui nenhum juízo de valor de “A” ou “B” sobre a legalidade ou legitimidade das estratégias utilizadas por ambos os lados. Ademais, na excitação de ganhar as eleições, que atire a primeira pedra aquele que nunca cometeu um excesso no processo político-eleitoral.

Ø  Pelo beiço da pulga

A disputa entre Jatene e Helder foi uma das mais acirradas do Brasil. Por muito pouco, por muito pouco mesmo, Helder Barbalho não se tornou governador do Pará no primeiro turno das eleições, pois, em números, aproximadamente cinco mil votos eram suficientes para Helder ser eleito no primeiro turno. Isso significa pouco mais de cinco minutos de dedicação de cada candidato da coligação que apoiava o Barbalho no primeiro turno para que o mesmo pudesse levar mais um mandato para a família.

É evidente que Helder não conseguiu atrair para sua candidatura o apoio incondicional de todos os candidatos de sua coligação, assim como ocorreu com Jatene, porém, neste último caso, possivelmente, em menor grau. O certo é que a falta de empenho de lideranças como do PT fez toda a diferença no resultado final. Inclusive, há petistas que falam pelos bastidores que foi uma resposta silenciosa do PT pelo que o PMDB fez com o governo Ana Julia. Será?



sábado, 21 de junho de 2014

Pará, meu Pará, como te quero bem....



A eleição que se aproxima poderia ser apenas mais uma entre tantas outras que virão. Os novos-velhos governantes que assumirão ou continuarão (ou vice-versa) no poder já são figuras carimbadas do eleitorado paraense. Mas esta postagem não tratará de personagens específicos que disputarão mandatos no dia 5 de outubro próximo.

O Café queria apenas externar a cada cidadão paraense, seja político, empresário, estudante, jornalista, blogueiros, dona de casa, enfim, todos aqueles que constroem diariamente este gigante chamado Pará, para olhar com carinho as coisas belas que este Estado tem a oferecer a todos seus filhos, sejam os que aqui nasceram, sejam os que fizeram desta terra a sua morada, mesmo que provisória.

Para o mundo, o Brasil não quer mais ser o país do futuro, mas sim o país do presente. Em relação ao Brasil, o Estado do Pará não pode mais ser visto como um simples produtor de matérias primas, abençoado com belezas naturais e com onças pintadas andando pelas principais avenidas das cidades. Basta!

O paraense, aquele que faz o Pará diariamente, precisa respeitar este Estado. Respeitar este Estado significa respeitar, principalmente, seu povo, suas crianças, seus jovens e idosos. Respeitar este Estado significa dar a atenção devida para esta e futuras gerações, investindo com seriedade na educação e saúde do povo. Isso não é favor, é obrigação de cada um de nós.

Os governantes que hoje se encontram no poder precisam entender que não são donos deste poder, pois “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”, conforme Parágrafo único, do art. 1º, da Constituição Federal.

E todos aqueles que alcançarem o poder a partir de 5 de outubro precisam entender a mesmíssima coisa, pois assim como entraram podem sair. Não tem mais cabimento aceitar velhas práticas de certos mandatários.

A Constituição Federal citada acima, por sinal, fora conquistada a com muita luta, muito sangue e muitas vidas, o que demonstra que o povo brasileiro, incluindo o paraense, sabe falar alto quando precisa. É bom que fiquem atentos.

O povo paraense não quer mais ser o Estado do futuro, quer ser o Estado do presente! O Estado que investe o que é do povo no povo e para o povo.
Por certo, temos muito a amadurecer politicamente, mas também é certo que já tivemos melhorias. Mas não é suficiente, não mesmo.

O Café anexa à postagem, a belíssimo música do Mosaico de Havena, denominada “Belém, Pará, Brasil”, uma espécie de hino alternativo do Pará, que fez muito sucesso nos anos 90.

sábado, 14 de junho de 2014

Dilma, Lula, Copa, Indignação Popular, Vaias e Insultos






Muito mais que disputa eleitoral, as vaias recebidas pela presidente Dilma Roussef na abertura da Copa do Mundo, no último dia 12 de junho, significam o gritante inconformismo que o povo brasileiro tem em relação à condução do país.

Não dá mais para aceitar pacificamente tanta desfaçatez, tanto cinismo, tanta cara de pau!

Governos incompetentes e insensíveis que, ao longo dos anos, desde os tucanos até os petistas atuais, não conseguem promover as modificações estruturais que o Brasil precisa, trabalharam diuturnamente e conseguiram a liberação de bilhões e bilhões de verbas públicas para as obras faraônicas determinadas pela Fifa.

Contudo, a eficiência empregada para dar dinheiro do povo brasileiro para a Fifa não é a mesma quando o objetivo é fazer um simples hospital público possuir médicos e medicamentos suficientes para o atendimento do dono do dinheiro: o povo.

Imaginar que bilhões de reais foram investidos em dois estádios que receberão dois ou três jogos, como são os casos de Manaus e Brasília, realmente é algo que merece sim o ecoar de incansáveis vaias.

Lula chama o povo brasileiro de “moleque”

O ventríloquo Lula, por sua vez, durante discurso no lançamento da pré-candidatura de Elmano (PTB) ao senado e do senador Wellington Dias (PT) ao governo do Piauí, em Teresina, dia 13 de junho, tentando defender sua bonequinha, externou: Os responsáveis por aqueles xingamentos contra uma mulher e uma presidente são moleques.”

Antes de Lula chamar o povo brasileiro de moleque, seria interessante que ele fizesse uma rápida retrospectiva para entender tamanha indignação do povo brasileiro.

Mensalão, Valerioduto, Petrobras, Copa do Mundo etc etc etc são alguns poucos exemplos marcantes que tiram qualquer um do sério.

Marketeiros

Os Mágicos de Oz que orientam o passo-a-passo de Dilma diagnosticaram que o clima não era propício para ela fazer a abertura oficial da Copa do Mundo, porém, não a impediram de comparecer no estádio, o que foi suficiente para receber uma pequeníssima amostragem de como anda o humor dos brasileiros para tamanha farsa.

“Hei, Dilma, vai comer jambu.”

Certo mesmo, meus caros amigos cafeinados, é que, muito embora o povo brasileiro tenha gritado ao mundo seu inconformismo, Dilma, Lula e Cia cantam pelos corredores do Palácio do Planalto, diariamente, há mais de dez anos, o seguinte refrão:

“Hei, povo, tu vai continuar tomando no **”

domingo, 8 de junho de 2014

Eleições 2014: articulações e bastidores

 Duciomar Costa (PTB) fez o lançamento de sua pré-candidatura ao Governo do Estado em Parauapebas, no último dia 31 de maio.



Com a entrada de Duciomar, o Dudu, no pleito 2014, inevitavelmente, o tabuleiro político estadual sofrerá significativas mudanças. Duciomar não precisa demonstrar a gregos nem troianos que é bom de votos. Tanto é assim que caciques de PMDB e PSDB tentam convencer Dudu a sair candidato ao senado e deixar a briga do executivo permanecer polarizada. Mas Dudu não demonstrou nenhum interesse em abrir mão de sua candidatura ao governo. Pelo contrário, está muito otimista e acredita que muita água ainda passará sob esta ponte até as convenções partidárias e boas notícias surgirão na caminhada petebista até 5 de julho, quando possivelmente serão apresentadas as atas no TRE.



PTB apresenta a vice-prefeita de Parauapebas, Ângela Pereira, como pré-candidata ao cargo de deputada estadual.



Duciomar Costa, presidente estadual do PTB-PA, e deputado Josué Bengtson, vice-presidente estadual, aproveitaram o evento em Parauapebas para apresentar aos filiados presentes que a vice-prefeita, Ângela Pereira, colocará seu nome para ser apreciado em convenção partidária para o cargo de deputada estadual.

Após boicote do ver. Josineto Feitosa (SDD), evento do PTB foi realizado no ginásio do Colégio Amazon.

Após exigir pedido escrito da assessoria do PTB sobre pedido de liberação do auditório da Câmara municipal para a realização do evento do partido, o vereador Josineto Feitosa, presidente do Poder Legislativo municipal, mandou um assessor responder, às vésperas do evento, que não poderia liberar o espaço. Detalhe: não informou qualquer justificativa e não teve a sensatez de também usar uma folha de papel para responder, determinando ao seu assessor informar a negativa apenas de forma verbal.
No final das contas, a assessoria do PTB percebeu que a tentativa de boicote do vereador foi positiva para o evento, pois a Câmara Municipal não suportaria tanta gente em seu auditório.

PSDB Parauapebas promove encontro municipal no auditório da Câmara Municipal

Sem tentativa de boicote do vereador Josineto Feitosa, o presidente municipal do PSDB, Zé Rinaldo, conseguiu realizar no auditório da Câmara Municipal encontro do partido e contou com a presença do deputado federal Wandenkolk Gonçalves e da convidada Ângela Pereira, vice-prefeita de Parauapebas, do PTB.

Zé Rinaldo também teve seu nome colocado à disposição do partido para, caso aprovado em convenção, disputar o cargo de deputado estadual.

No evento, deputado Wandenkolk relatou uma curiosidade das eleições municipais de 2012, em Parauapebas. Segundo o deputado, inicialmente, a ideia era realizar pesquisa eleitoral para saber quem encabeçaria a chapa majoritária e quem seria o vice, entre Zé Rinaldo e Valmir da Integral. Porém, após as pesquisas, Valmir da Integral teria comentado que se eles não viessem abrir espaço para outros grupos políticos e com maior poder de mobilização, correriam sério risco de perder as eleições, foi então quando o PTB teria garantido seu espaço na chapa majoritária.




O Café acreditava que nunca antes na história desse país esse momento pudesse ter existido. Porém, o prefeito Valmir da Integral (PSD) já teve sim seu momento de lucidez política. É bem verdade que foi num momento que só o beneficiava. Mas ocorreu.



quinta-feira, 1 de maio de 2014

Lula, quem te viu e quem te vê


Nunca antes na história desse país um presidente mudou tanto de ideias como o enigmático ex-presidente Lula.

Lula de antes não é o mesmo Lula de hoje. Não!!! Naquela época, Lula era apenas um presidenciável sonhador que buscava alcançar o poder para colocar em prática suas ideias e seus discursos, mesmo que irreais.

Porém, para alcançar o bendito poder, Lula precisou mudar o discurso, suas atitudes e aumentar seu ciclo de amizades. Perfeito, alcançou o poder. Agora, Lula precisava praticar um pouco do que pregava, mas nem tanto, pois o sistema é perverso e não permite mudanças bruscas que tirem de cena seus principais atores. Jamais!!!

Na verdade, Lula e o PT talvez nunca na história desse país tiveram algum tipo de ideologia ou projeto para permanecer no poder. Acredita o Café, pelo que presenciou em Belém durante o governo de Edmilson Rodrigues, que a ideologia do PT era uma ideologia de vitrine, nada mais que isso.

As práticas e os desmandos eram iguais ou pior que os demais partidos que o PT apontava o dedo e acusava disso e daquilo. Mas tudo bem, é o jogo jogado.

Mas voltando ao enigmático Lula, após alcançar o poder, este fez o suficiente para atingir aqueles para quem ele direcionava o discurso, o povão. E o fez muito bem. Seu discurso populista atinge a dona Maria e seu José de forma direta e sem atravessadores. Isso o faz tão popular ao ponto de eleger vários portes pelo Brasil a dentro.

Porém, o que mais chama a atenção é o preço altíssimo que o povo brasileiro paga para manter Lula e seus aliados no poder. As denúncias de desvios de verbas públicas no Brasil é regra, sendo o investimento correto e a aplicação devida da verba pública a exceção.

Bem que Lula poderia voltar com essa ideia de que “se está com medo da CPI é porque, quem sabe, tenha o rabo preso” e aconselhar sua marionete Dilma Rousseff a aceitar uma CPI exclusiva da Petrobras para que o Brasil saiba exatamente o que aconteceu com a compra da refinaria de Pasadena quando a então presidente do Conselho de Administração, Dilma Rousseff, inacreditavelmente, autorizou a compra da refinaria com um preço absurdamente superior ao de mercado e ainda teve a cara de pau de dizer que autorizou a compra porque o relatório que lhe entregaram para fazer sua análise era falho e incompleto. É brincadeira!!!

E essa vai para o povo Brasileiro no dia do trabalhador: sabe de nada, inocente!!!

Eleições 2014: Dilma Rousseff utiliza pronunciamento presidencial para atacar adversários, mentir de cara limpa e inaugurar as inserções políticas com o dinheiro público

Presidente Dilma Rousseff (PT)

Bem ao estilo de seu mentor barbudo, a presidente Dilma Rousseff ignora as regras eleitorais e utiliza dinheiro público para, em rede nacional de rádio e TV, atacar adversários, mentir descaradamente sobre uma realidade que não existe e se autopromover perante o eleitorado nacional.

A presidente Dilma Rousseff utilizou um importante e caro instrumento que encontra-se à sua disposição para rasgar definitivamente qualquer regra estabelecida pela legislação eleitoral e demais correlatas e só faltou pedir votos ao final do discurso.

Com o discurso do tipo: Acabo de assinar uma medida provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda, como estamos fazendo nos últimos anos, para favorecer aqueles que vivem da renda do seu trabalho. Isso vai significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador", a presidente Dilma divulgava o que pretendia e tentava capitalizar politicamente.



Ex-presidente Lula (PT)

BOLSA FAMÍLIA

Outro recado bem dado pela presidente Dilma foi o aumento em 10% sobre o valores recebidos pelo Bolsa Família recebido por incríveis 36 milhões de eleitores, digo, brasileiros: "Assinei também um decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família recebidos por 36 milhões de brasileiros beneficiários do Programa Brasil sem Miséria".

PETROBRAS

De maneira ainda mais deslavada, a presidente Dilma tentou jogar a culpa do escândalo da Petrobras para seus adversários, pois estes estariam tentando tirar proveito eleitoral da situação, por isso estariam tentando expor as gigantescas falcatruas originadas do centro nervoso da Petrobras.

A cara de pau é tão grande que a presidente Dilma Lula Rousseff afirmou que as investigações ocorrem porque o próprio Governo Federal autorizou e estimulou as investigações.

Finalizou, ainda, a presidente Dilma, que “haverá uma investigação rigorosa e punição aos responsáveis”.

Bem, em sendo verdade as declarações da presidente Dilma, logo, logo teremos uma presidente administrando a nação diretamente do presídio da Papuda, pois as irregularidades milionárias divulgadas na imprensa têm origem no período em que presidente Dilma era a presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando o negócio foi fechado, constando a autorização de Dilma na compra desastrosa da refinaria de Pasadena.

DA QUEDA DE POPULARIDADE E A POSSIBILIDADE DE 2º TURNO

O discurso política/eleitoral da presidente Dilma ocorreu logo após uma queda em sua popularidade, identificada na última pesquisa Ibope, e o crescimento de seus principais adversários.

O ex-presidente Lula sempre defendeu, comemorou e bebemorou muito a indicação do Brasil para ser sede da Copa do Mundo em 2014 e das Olimpíadas em 2016. Porém, Lula, Dilma e demais companheiros não perceberam que as instituições responsáveis pelos eventos, Fifa e Comitê Olímpico Internacional, levariam a coisa com seriedade, diferentemente de como o Governo trata a coisa pública no Brasil.

Assim, após a indicação do Brasil como sede dos eventos, os projetos e prazos estabelecidos entre as instituições responsáveis e o Governo brasileiro, necessariamente, deveriam ser cumpridos. Contudo, como todos os brasileiros sabem, o cumprimento de prazo não funciona com o Governo Federal, pelo contrário, o que identificamos é o lançamento de PAC 2, PAC 3, PAC ....., sem que o PAC 1 chegue a 50% das obras concluídas. Na verdade, o que se tem é um programa verdadeiramente empacado.

E assim caminha a humanidade....


Presidente Dilma Rousseff (PT)

sábado, 26 de abril de 2014

Eleições 2014: os candidatos ao governo do Pará

As eleições se aproximam e as articulações políticas vão ficando cada vez mais intensas. As bases precisam ser montadas. As conversar passam a ficar mais sérias. Cada foto publicada é motivo para inúmeras especulações. Tudo faz parte do processo.

Por enquanto, nada está sendo articulado com o povo, apenas entre os agentes políticos. Somente a partir de 6 de julho, quando os candidatos estão autorizados por lei a pedir voto, é que saberemos o rumo das coisas.

Até data recente, os principais candidatos ao governo do Pará eram Jatene, que pleiteia a reeleição, e Helder Barbalho, que há tempos havia desenhado essa candidatura, muito antes de ser eleito prefeito de Ananindeua e ter nomeado como assessor especial o então pré-candidato a prefeito de Santana do Araguaia, Eduardo da Machado (PMDB).

Contudo, recentemente, entrou nessa relação de pré-candidatos ao governo do Estado o ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa (PTB), que, críticas à parte, já comprovou várias vezes ser bom de voto.

Jatene, depois de uma crise existencial se seria ou não candidato à reeleição, decidiu o que todos já sabiam: será sim candidato.

Helder Barbalho já está em campanha desde que nasceu, na verdade, Jardi o criou pensando nisso. Será uma grande satisfação pessoal conseguir eleger seu filho ao cargo mais relevante do Estado.

Duciomar, após o fim de seu desgastante segundo mandato de prefeito, foi descansar em São Paulo e atualizar seu inglês no exterior.

O certo é que, muito provavelmente, um desses três pré-candidatos será o novo governador do Pará a partir de janeiro do ano que vem.

Abaixo, a imagem dos três principais candidatos ao governo do Pará e as fotos de suas atividades políticas mais recentes:  



Ângela Pereira (Vice-prefeita de Parauapebas), Duciomar Costa e
Antônio Massud (ex-vereador de Parauapebas), todos do PTB



Helder Barbalho (PMDB), em visita ao
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Abaetetuba



Dilma Rousseff (PT) e Simão Jatene (PSDB)








sexta-feira, 18 de abril de 2014

Parauapebas: Prefeito Valmir Mariano vira garoto propaganda de seu próprio governo na tentativa de melhorar sua imagem de gestor inoperante

Prefeito Valmir Mariano
Mais perdido que cupim em metalúrgica, o prefeito de Parauapebas está tentando, inutilmente, melhorar sua imagem junto ao eleitorado local rasgando a Constituição Federal e brincando mais uma vez com o dinheiro público se colocando como garoto propaganda de seu desastroso governo.
Entra gestor, sai gestor, e o povo brasileiro continua vendo as mesmas peripécias com os recursos públicos que deveriam ter destinação pública, ou seja, para a melhoria da coletividade. Mas não! Em Parauapebas, o prefeito resolveu exibir seu belo maxilar para os eleitores lembrarem que aqui existe um prefeito, mesmo que de direito, pois de fato está difícil.
Onze em cada dez pessoas que conversam, ou tentam conversar, com o prefeito Valmir Mariano percebem que ele não possui uma memória sólida, capaz de lembrar o que disse nos 10 minutos anteriores. Essa característica, entre tantas outras, o faz um ser gestor sem comando, visto que seus subordinados também não depositam crédito em suas palavras.
Um ano e quatro meses após sua posse, o prefeito Valmir Mariano conseguiu a façanha de se transformar em uma figura completamente apagada e sem prestígio, tanto no meio político-partidário, quanto junto à sociedade que acreditou que ele seria realmente a mudança. Mas isso é assunto para outras postagens. Agora vamos nos dedicar à nova mania do gestor municipal.

DA TENTATIVA DE PROXIMIDADE COM O ELEITORADO

Garoto Cepacol

Pois bem. Alguém convenceu o prefeito Valmir Mariano que ele mudaria sua imagem perante o eleitorado se estivesse mais próximo das comunidades, inclusive dos mais carentes, dos mais pobres, justamente a maioria do eleitorado.
Mas aí veio a grande dúvida: como fazer isso se o prefeito Valmir Mariano não gosta de pobre, tem horror em abraçar uma pessoa de poucas posses, pois pode sujar sua camisa de grife e ficar com o odor do suor de pessoas humildes???
Na tentativa de sair dessa inglória missão, a assessoria encontrou a seguinte solução: vamos colocar o prefeito nas publicidades institucionais da prefeitura e, assim, ele entrará nas casas dos ricos e dos mais humildes da cidade, sem precisar abraçar, pegar na mão e tomar café com borra do dia anterior, simples assim.
O prefeito Valmir Mariano viraria uma espécie de Garoto Cepacol da própria administração, do próprio (des)governo.
E assim está sendo feito. O prefeito Valmir Mariano utiliza dinheiro público para se autopromover, incorrendo em ato de improbidade administrativa por quebra do princípio da impessoalidade, colocando pessoas das comunidades para dar declarações que “ele, o prefeito, está de parabéns por fazer aquela determinada obra”.

E O POVO, COMO FICA?

Povo de queixo caído

Mas aí vem a pergunta mais importante a ser respondida pela competente assessoria do prefeito Valmir Mariano: e o povo, como fica?
Bem, o povo? O povo fica como sempre fica, de queixo caído e sem os serviços públicos essenciais. Sem obras que beneficiem a população, que melhorem, efetivamente, a vida da grande massa. Em uma cidade rica como Parauapebas, é uma vergonha assistir um governo gastar mais com publicidade do que com a própria obra a ser inaugurada.
É vergonhoso ver um (des) governo que possui um orçamento de mais de um bilhão de reais em mãos, fazer festa para inaugurar uma simples ponte para meia dúzia de assessores presentes na festa. Festa que não contou com a participação popular pelo simples fato de ser o reflexo de tanta incompetência administrativa.


sábado, 12 de abril de 2014

Lula: o filho da...., digo, do Brasil.........



Antes de começar o texto abaixo, o Café deixa claro que também é culpado por tal situação, pois votou duas vezes nesse cidadão que consegue, absurdamente, externar tal pensamento. Viva à internet, que nos proporciona momentos épicos como esse.

Pois bem, o ex e atual presidente Lula acredita que é um absurdo as pessoas acreditarem que o Brasil não pode fazer uma olimpíada só pelo simples e insignificante fato de não possuir hospital, ora pois.


Ora, o Café pegunta: para que serve os hospitais públicos que o Lula tenta colocar como algo insignificante no cenário brasileiro, em comparação com a enorme e lucrativa visibilidade que o Brasil terá com a realização da Copa do Mundo?


Realmente, sabe, talvez para o Lula, que não utiliza os serviços dos hospitais públicos do país, não possuir um hospital padrão Fifa não tem tanta importância, sabe?!

Porém, para cada pessoa e cada familiar de quem precisa utilizar os serviços da saúde público no Brasil sabem muito bem, Senhor presidente Lula, o quanto seria importante ter hospitais mais humanizados, mais dignos, que pudessem ter a atenção, dedicação e investimento que o governo federal emprega nos estádios da Copa do Mundo, sabe?!


Sabe, presidente, seria muito bom se o senhor pudesse fazer esse mesmo discurso em frente aos hospitais públicos espalhados pelo Brasil. Como a popularidade que o senhor ainda possui, talvez possa conseguir convencer os enfermos e seus familiares a compreender que aquela situação de horror que eles pensam que estão passando dentro do hospital na verdade é uma coisa boa, sabe?!

O senhor, presidente, com seu discurso simples, de homem do povo, que sempre lhe aproximou do eleitorado, talvez seja o único ser humano capaz de convencer essas pessoas que são, diariamente, humilhadas nas filas dos hospitais públicos que essa tal realidade, na verdade, é algo tão pequeno perto da importância que a Copa do Mundo no Brasil, sabe?!

O Café, sabe, senhor presidente, acredita que o senhor não foi feliz nas suas palavras, de novo outra vez, sabe?! O senhor, como tantas outras vezes, tropeçou na própria língua, falou tudo o que não devia, falou asneira, bobagem, loucura. O Café lembrou da frase do capitão Nascimento, no filme Tropa de Elite, que cabe muito bem para o senhor nesse momento: “o senhor é um fanfarrão”.

Sabe, presidente, a Copa do Mundo que o senhor defende com unhas e dentes, ao mesmo tempo menosprezando todos os sentimentos de angústia, dor e sofrimento das pessoas que utilizam os serviços de saúde pública no Brasil, vai lhe passar uma fatura logo após seu término, pois a partir daí, em julho deste ano, é que o senhor vai entender a seriedade da asneira que está falando nesse momento.


Sabe, presidente, sei que o senhor não está preocupado com o resultado eleitoral das possíveis intensas manifestações que ocorrerão no período da sua Copa do Mundo, pois o senhor vez muito bem a amarração dos votos pelas “bolsas”, nem mesmo o Café está aqui defendendo bandeira política de quem quer que seja, mas apenas externando sua opinião sobre algo tão absurdo externado por um ex-presidente e, de fato, atual presidente do país.

O derrame de verba pública nos estádios é gigantesco, e para que? Para a realização de dois ou três jogos, dois ou três jogos que só poderão ser assistidos pelos patrocinadores do evento, salvo raras exceções de alguns mortais que conseguiram, a um preço bem salgado, comprar um ingresso. Tudo para inglês ver.

Mas é isso, presidente, sabe?! O senhor é gente grande, vacinado e ainda tem ao seu lado um grande capital político. Mas o Café faz questão de deixar registrado aqui sua indignação com pensamento tão desumano.





E para facilitar aos amigos cafeinados o entendimento do que fora dito pelo Lula, o Café transcreve abaixo uma parte da estupidez externada pelo presidente, a saber:


“...Então o que eu acho é que nós precisamos fazer disso um motivo de orgulho po nosso país.... agora tem gente que acha que não, NÃO PODE FAZER OLIMPÍADA PORQUE NÃO TEM HOSPITAL...sabe...olhe, sinceramente, eu acho isso....acho isso um retrocesso, sabe, enorme, acho que a gente tá jogando fora uma oportunidade de fazer de uma coisa boa uma coisa boa, sabe, as pessoas querem fazer de uma coisa boa uma coisa ruim.” (Luiz Inácio Lula da Silva).





Publicado em 31/03/2014
Entrevista exclusiva concedida à TVT, Jornal ABCD Maior, Tribuna Metalúrgica, Rede Brasil Atual, Rádio Brasil Atual e Revista do Brasil.